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Veja como foi a safra 24/25 e quais são as perspectivas para 2026 no Agro brasileiro

  • Cyan Analytics
  • há 5 dias
  • 3 min de leitura

O Brasil é conhecido como o “celeiro do mundo”. Safra após safra, ele segue sendo um dos maiores produtores de alimentos do planeta.


Produtos como soja, milho, feijão, arroz e frutas sempre colocam o Brasil no topo de listas dos países que têm as maiores e melhores safras agrícolas. 


Para se ter ideia, a safra 2024/25 de grãos no país teve uma produção de 351,9 milhões de toneladas, com área cultivada em 81,7 milhões de hectares. Os dados são da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab)


Contudo, a Conab revelou em seu estudo “Acompanhamento da safra brasileira - Grãos - 2º levantamento” que irregularidades climáticas afetaram culturas como a soja, o milho e o arroz, enquanto a cana-de-açúcar encerrou a safra com 676,96 milhões de toneladas moídas no Centro-Sul. 


O setor sucroenergético brasileiro priorizou o etanol em meio a secas prolongadas que atingiram o país, e culturas como a soja expandiram a área, apesar dos déficits hídricos.​​


A colheita da soja alcançou 171,5 milhões de toneladas, com uma área de 47,3 milhões de hectares. Já o milho totalizou 141,1 milhões de toneladas apesar de perdas nas safras tardias. Quando o grão é o arroz, a safra caiu 11,5% com um total de 11,3 milhões de toneladas. E a cana, na safra 24/25, teve produção de 16,41 milhões de toneladas, segundo dados da União da Indústria da Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica).​​


Neste texto, você verá uma análise detalhada da safra no Brasil e o que está previsto para o ano de 2026.


Principais acontecimentos climáticos em 2025

Em outubro de 2025, os acumulados pluviométricos superaram os 120 mm no oeste da região Norte e grande parte da região Sul, mantendo a umidade no solo para o milho e a soja. 


No centro-norte do Nordeste e centro do Brasil foram registradas chuvas abaixo dos 50 mm. Isso fez com que houvesse um atraso na semeadura de culturas como o arroz e o feijão sem irrigação. 


Com temperaturas acima de 32°C, as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste aceleraram os ciclos da soja e do milho.​


Formação de La Niña

Como ocorreu anomalia de -1°C a -2°C na temperatura superficial do oceano Pacífico Equatorial, tivemos a formação do que conhecemos por La Niña. 


Com início em novembro de 2025 e final em fevereiro de 2026, a La Niña indica chuva acima da média nas regiões Centro-Oeste e Sudeste do Brasil, abaixo da média no Sul e Nordeste, impactando diretamente nas colheitas finais de cana e milho safrinha. 


O setor sucroenergético monitorou secas no Centro-Sul, semelhantes às de soja em Mato Grosso.​​


Desafios enfrentados na agricultura

O déficit hídrico nas áreas semeadas no início de outubro comprometeu a população de plantas por hectare e o estabelecimento inicial da soja. 


Eventos climáticos extremos, com tempestades e chuvas de granizo, atingiram os estados do Paraná, de Santa Catarina, e nordeste do Rio Grande do Sul e São Paulo nos dias 1º, 2 e 7 de novembro. 


O plantio da soja alcançou 58,4% da área estimada em 8 de novembro, próximo à média dos últimos anos, com avanço nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná. 


As previsões climáticas favoráveis para novembro aceleram os trabalhos em Goiás e na Bahia. A área prevista sobe 3,6% para 49.063 mil hectares, com produção estimada em 177.601,6 mil toneladas.


Pressões de mercado e operacionais

Os preços baixos do arroz fizeram com que a área plantada do grão recuasse 7,1%, o que levou a um replantio de soja nos estados do Tocantins e do Rio Grande do Sul.


Os custos elevados no milho safrinha e os estoques de açúcar pressionaram as margens sucroenergéticas, forçando o foco em etanol. 


As baixas temperaturas na região Sul retardaram a emergência de milho, exigindo tratos culturais intensos.​​


Resultados e aprendizados técnicos

A soja projetou 177,6 milhões de toneladas para 2025/26 com área de 49 milhões de hectares, após 171,5 milhões em 24/25. 


Já o milho totalizou 138,8 milhões de toneladas, com a primeira safra em alta de 3,7%. O arroz encolheu para 11,3 milhões de toneladas e o feijão manteve 3,1 milhões. 


Por fim, a cana produziu 40,17 milhões de toneladas de açúcar e recorde de etanol.​​


Monitoramento estratégico com a Cyan Analytics

A safra 24/25 revelou padrões climáticos e produtivos que demandam decisões baseadas em dados precisos no agro brasileiro. Para a safra 2025/2026 o monitoramento será ainda mais necessário.


Produtores rurais enfrentam secas, irregularidades pluviométricas e pressões de mercado em culturas como soja, milho, arroz e cana-de-açúcar. 


A Cyan Analytics oferece monitoramento integrado via sensoriamento remoto e análises climáticas. As plataformas da empresa rastreiam umidade do solo, anomalias térmicas e projeções em tempo real, ajudando a ajustar as semeaduras ou rotações de cultura. 


Entre em contato com a equipe da Cyan Analytics e conheça melhor a mais completa ferramenta de sensoriamento climático para gerar inteligência agronômica.

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