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Plantio de cana-de-açúcar: como maximizar o preparo do solo em meses chuvosos

  • 9 de dez. de 2025
  • 4 min de leitura

O início do período de chuvas em novembro nas grandes áreas canavieiras do Sudeste e Centro-Oeste sinaliza o momento perfeito para investir no plantio da cana-de-açúcar. Assim, é preciso estar preparado para aproveitar esse momento, pois uma lavoura de alta produtividade nasce no preparo correto do solo.


Essa base é essencial para garantir que a cana tenha o enraizamento adequado e consiga aproveitar ao máximo os nutrientes disponíveis, justificando o investimento. Por isso, a correta gestão de todas as etapas que antecedem a mudança é o que define o sucesso da colheita.


“Por envolver estudos de relevo e a adequação das variedades, este é um investimento significativo, com custos estimados entre R$9 mil e R$15 mil por hectare. Adequar essas operações às condições climáticas e hídricas é cuidar do maior investimento da usina, no momento mais frágil da cultura, garantindo seu vigor por muitas safras.”, comenta Ricardo Imai, Founder Partner da Cyan.


Este período também traz desafios devido à influência de um fenômeno La Niña de fraca intensidade que deve provocar um regime irregular de chuvas, tornando o planejamento hídrico e o preparo antecipado do solo ainda mais importantes. 

Veja a seguir como as melhores práticas para o preparo do solo na cana-de-açúcar maximizam maximizar os resultados e garantem a resiliência da lavoura frente a adversidades.



Avaliação e correção da fertilidade


O primeiro passo decisivo é a análise físico-química do solo, um laudo detalhado que é a chave para compreender o campo e o que o solo realmente precisa, garantindo o uso inteligente de recursos, otimizando o investimento na correção do solo e assegurando o máximo de produtividade.

Este diagnóstico é inegociável, pois revela as necessidades de correção do pH e a reposição de nutrientes vitais:


  • Cálcio (Ca): estrutura e absorção de nutrientes;

  • Magnésio (Mg): crucial para a fotossíntese (clorofila);

  • Fósforo (P): "combustível" essencial para o desenvolvimento de raízes.



Calagem: corrigindo o pH do solo


Identificada a acidez, entra em cena a aplicação de calcário (calagem). Esta é a estratégia mais eficiente para neutralizar o alumínio tóxico e elevar o pH, tornando os nutrientes (como o fósforo) mais disponíveis para as plantas.


A calagem exige planejamento e sua aplicação deve ser feita com antecedência, pois a reação do calcário no solo não é imediata. Sua ação completa e os benefícios para a fertilidade do solo só se manifestam após algumas semanas. Planejar é colher melhor!



Manejo da matéria orgânica (MO) e adubação


Se o primeiro passo é corrigir o solo, o segundo é alimentá-lo e torná-lo um ambiente de vida. A saúde do seu canavial está diretamente ligada à forma como você trata a matéria orgânica e a nutrição do solo.


  • Estrutura aprimorada: solos mais soltos e aerados;

  • Reserva de água: aumento da capacidade de retenção hídrica;

  • Atividade microbiana: liberação contínua de nutrientes.


Um solo rico em MO é sinônimo de um terra fértil e resiliente. Ao lado do manejo da matéria orgânica, é fundamental fornecer uma adubação balanceada

Um enriquecimento de solo bem planejado e incorporado corretamente é o que irá proporcionar os nutrientes necessários na dose e no momento exato. Isso é vital para garantir o desenvolvimento inicial da cana com vigor e potencial máximo de produtividade. 



Práticas adequadas de mobilização do solo


Em períodos de chuva, o risco de compactação do solo pelo maquinário pesado é alto. Por isso, a chave é adotar práticas adequadas de mobilização do solo que minimizem o distúrbio na sua lavoura.


O segredo para alta produtividade passa por técnicas como:


  • Subsolagem estratégica: quebra as camadas compactadas profundas, abrindo canais para a água infiltrar e as raízes penetrarem, o que melhora a drenagem.

  • Gradagem leve e focada: após a subsolagem, deve ser superficial, apenas para criar o "berço" de plantio.

  • Plantio direto na palha: é a semeadura direta sobre a palhada, sem revolvimento do solo. Esta cobertura protege contra a erosão, conserva a umidade e estabiliza a temperatura, criando um ambiente ideal para o crescimento das raízes.


Ao adotar esse preparo que limita o revolvimento, você protege a superfície contra a erosão causada pela chuva e preserva a matéria orgânica, garantindo  a união de produtividade e sustentabilidade no campo.



Controle da umidade e drenagem


Após preparar e nutrir a terra, o desafio é gerenciar o seu recurso mais precioso: a água. Especialmente com o regime irregular de chuvas que observamos hoje, o manejo da água no solo é crucial para o sucesso da lavoura.


Mas o excesso de água é um inimigo silencioso que sufoca as raízes e favorece doenças. A drenagem é crucial:


  • Promove a aeração: garante que o oxigênio chegue às raízes;

  • Garante raízes saudáveis: raízes fortes e profundas sem estresse hídrico;

  • Reduz doenças: inibe a proliferação de fungos em condições de alta umidade.



Planejamento antecipado e monitoramento


De nada adianta todo o esforço de preparo se o momento de plantar não for o ideal. A fase final, com o planejamento do plantio e o monitoramento constante do campo, é a mais estratégica.


Antecipar o preparo do solo não é apenas uma boa prática, é uma necessidade tática. Ao fazer isso com antecedência, você ganha tempo para reagir ao clima, permitindo antecipar ou atrasar o plantio, a fim de encontrar a situação climática mais favorável.


Para garantir que cada muda ou semente tenha o melhor começo de vida, o monitoramento constante do solo é indispensável. Focar em apenas dois fatores é crucial para a saúde da sua lavoura:


  • Monitoramento da umidade: é preciso saber se o solo está no ponto ideal, nem seco demais, nem encharcado. Este equilíbrio é necessário para a germinação e o "pegamento" inicial das mudas.

  • Monitoramento da compactação: verifique se o preparo de solo funcionou e, mais importante, se o tráfego recente de máquinas não compactou a superfície novamente.


Ao acompanhar de perto esses fatores, fica garantido que o plantio ocorra no momento perfeito, elevando o potencial de produtividade desde o dia zero.



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