Linhas de transmissão: os impactos das queimadas na infraestrutura elétrica
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As queimadas podem causar impactos como a destruição da vegetação e a piora da qualidade do ar, mas também colocam em risco as linhas de transmissão de energia, que são infraestruturas essenciais para o funcionamento do país.
Segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), via gov.br, no ano de 2024, foram registrados 931 desligamentos de linhas de transmissão provocados por queimadas.
Nesse contexto, é importante conhecer os riscos que as queimadas representam para essas estruturas e as formas de reduzir os impactos desses eventos, como o monitoramento climático.
Como as queimadas afetam linhas de transmissão
Para que as queimadas afetem linhas de transmissão de energia, não é necessário que o fogo tenha contato direto com elas. O calor intenso, a fumaça e as partículas liberadas durante os incêndios podem provocar mudanças nas condições do ar ao redor.
Com essas alterações, a eletricidade passa a ser conduzida de forma diferente, comprometendo o isolamento exigido para a operação segura do sistema. Entre os possíveis efeitos dessa interferência, estão:
Curto-circuitos e desligamentos automáticos
A fuligem e os gases resultantes da combustão podem formar caminhos entre os cabos e as estruturas metálicas. Ao mesmo tempo, o calor extremo favorece a ionização do ar e aumenta sua capacidade de conduzir corrente elétrica.
Nessa situação, os sistemas de proteção costumam identificar condições anormais na corrente elétrica, desligando os equipamentos automaticamente para evitar maiores prejuízos.
Danos à infraestrutura
Quando o fogo se aproxima fisicamente das linhas de transmissão, o excesso de calor contribui para o comprometimento de componentes metálicos, isoladores, cabos e outros equipamentos instalados nas torres.
Em casos mais severos, é possível que deformações estruturais causem a necessidade de substituição das estruturas, gerando custos elevados de manutenção.
Efeito cascata no sistema elétrico
Como o sistema elétrico brasileiro opera de forma interligada, uma ocorrência em determinada região pode ter reflexos em outras partes do país.
Quando uma linha de transmissão é desligada, a energia precisa percorrer outros caminhos, gerando sobrecargas e desligamentos sucessivos.
Riscos operacionais
A infraestrutura não é a única afetada pelas queimadas. Esses eventos também impõem dificuldades aos serviços de operação e manutenção das redes elétricas.
O fogo em áreas de vegetação e a fumaça ao redor do local dificultam ou até mesmo impossibilitam o acesso de equipes técnicas. Assim, a interrupção de atividades como inspeções e reparos emergenciais pode comprometer o fornecimento de energia.
A importância do monitoramento climático para as linhas de transmissão
Diante dos custos elevados associados às queimadas, a prevenção é fundamental para manter a integridade das linhas de transmissão. Afinal, identificar riscos com antecedência permite agir antes que o problema se agrave.
O monitoramento climático é uma forma de verificar continuamente variáveis como temperatura, umidade relativa do ar, velocidade do vento e histórico de focos de calor, que ajudam a mapear áreas críticas e direcionar as ações com mais eficiência.
Além disso, funcionalidades como o monitoramento em tempo real permitem o acompanhamento das condições climáticas e dos incêndios. Dessa forma, as equipes podem tomar decisões mais rápidas para proteger ativos estratégicos e reduzir os impactos sobre a rede elétrica.
O monitoramento também contribui para a segurança dos funcionários. As atualizações frequentes sobre a evolução dos focos de incêndio promovem a avaliação de riscos antes de deslocar as equipes, escolhendo rotas mais seguras e planejando intervenções mais eficientes.
Como a Cyan Analytics contribui para proteger linhas de transmissão
Por meio da tecnologia, as operadoras podem contar com mais recursos para enfrentar os desafios impostos pelas queimadas. Para isso, a Cyan Analytics oferece soluções que possibilitam o acompanhamento contínuo de condições ambientais relacionadas aos incêndios.
Isso é feito por meio do cruzamento de informações como temperatura, umidade e velocidade dos ventos para identificar áreas com maior potencial de ocorrência, além de atualizações de dados com frequência de 10 em 10 minutos e alertas automáticos quando um foco de incêndio é identificado.
Dessa forma, as concessionárias podem transformar informações climáticas em decisões operacionais mais rápidas, direcionando equipes, priorizando ações preventivas e reduzindo os impactos das queimadas sobre a rede elétrica.
Para saber mais sobre como essas informações fortalecem a proteção das linhas de transmissão de energia, entre em contato conosco.


















