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Como eventos climáticos impactam financeiramente as seguradoras

  • há 18 horas
  • 3 min de leitura

As mudanças climáticas influenciam a forma com que as seguradoras analisam riscos, precificam apólices e administram suas carteiras, especialmente em setores como o agronegócio.


Fenômenos como secas, geadas, granizo e ondas de calor têm impacto direto nas plantações, gerando desafios que contribuem para elevar a sinistralidade, indicador financeiro que mede a relação entre os custos das indenizações pagas por uma seguradora e o valor total arrecadado com os prêmios.


Nesse cenário, entender os eventos climáticos e seus possíveis impactos financeiros apoia a sustentabilidade do mercado e a proteção dos produtores rurais.


Os eventos climáticos que mais afetam as seguradoras

Diversos fatores podem causar impactos no agronegócio e, consequentemente, nas seguradoras, mas alguns se destacam pela frequência e volume de indenizações geradas.


De acordo com dados do Registro Nacional de Sinistros (RNS Rural), da Confederação Nacional de Seguradoras (CNseg), seca, granizo e geada foram as causas de 87% dos sinistros registrados de abril de 2012 a novembro de 2023. Foram contabilizadas mais de 141 mil ocorrências relacionadas a eventos climáticos no período.


As diferenças entre eventos recorrentes e severos

As condições climáticas nem sempre são avaliadas pelas seguradoras da mesma forma. Na prática, as ocorrências podem ser classificadas em recorrentes e severas.


As recorrentes são aquelas em que a frequência é relativamente previsível, como secas sazonais e períodos prolongados de estiagem. Como são capazes de atingir grandes áreas de uma vez, podem gerar perdas expressivas sem as ações preventivas adequadas.


Por outro lado, as severas, como geadas intensas, tempestades de granizo, vendavais e ondas de calor extremas, afetam áreas menores, mas provocam danos mais intensos.


Como o clima pode impactar o agronegócio e as seguradoras

Uma das formas que os eventos climáticos afetam a atividade das seguradoras é em períodos de estiagem. Isso acontece porque a capacidade produtiva das lavouras pode diminuir com a falta de chuvas, e os impactos tendem a ser ainda maiores em secas prolongadas.


Além disso, as altas temperaturas trazidas pelas ondas de calor não costumam gerar impactos imediatos, mas são capazes de aumentar o estresse hídrico e comprometer o desenvolvimento das culturas no longo prazo, além de aumentar as chances de incêndios.


Não é apenas o calor que influencia as seguradoras. A geada também pode provocar perdas no cultivo de café, hortaliças e frutas, que são mais sensíveis às temperaturas baixas.


O granizo, por sua vez, acontece de forma mais localizada, sem afetar grandes áreas, mas causando danos até mesmo em lavouras em um estágio mais avançado.


Sinistralidade, precificação e gestão de risco

Com a possibilidade da incidência desses eventos climáticos, a operação das seguradoras é afetada em três pontos importantes:


  • Sinistralidade: o aumento de indenizações pagas pode reduzir a rentabilidade das carteiras e aumentar a necessidade de revisão dos modelos de risco;

  • Precificação: a frequência e a intensidade de eventos influenciam diretamente os custos de cobertura em determinadas áreas;

  • Gestão de risco: os critérios de aceitação, limites de cobertura e estratégias de resseguro podem precisar ser revisados continuamente para manter a sustentabilidade financeira.


A importância de análises regionalizadas

O risco climático nem sempre é o mesmo em todas as regiões, especialmente em um país de dimensões continentais como o Brasil. Assim, enquanto alguns lugares têm mais probabilidade de seca, outros podem receber tempestades e temperaturas mais baixas.


Por conta dessa característica, análises baseadas apenas na média nacional tendem a oferecer uma visão incompleta de cada cenário. Isso contribui para o aumento da margem de erro, gerando consequências negativas para as seguradoras, como a precificação inadequada das apólices e a subestimação de riscos climáticos específicos.


A regionalização das informações permite a identificação de padrões de risco que apoiam decisões mais assertivas, favorecendo a operação das seguradoras. Por isso, é importante contar com dados qualificados e precisos.


Cyan Analytics: monitoramento climático e previsibilidade

Com o aumento da frequência dos eventos climáticos, inclusive os extremos, análises preditivas contribuem para decisões mais assertivas e uma gestão mais eficiente no setor de seguros. 


Para isso, a Cyan Analytics disponibiliza soluções de modelagem preditiva de risco e suporte técnico para regulação de sinistros, favorecendo a precisão na precificação das apólices e mais confiabilidade na validação e análise de perdas.


Dessa forma, atuamos ao lado de seguradoras e instituições de crédito, contribuindo para o aumento da previsibilidade das operações e a redução de perdas financeiras no agronegócio.


Acesse o site da Cyan Analytics e entenda como soluções de monitoramento climático e modelagem preditiva podem apoiar a antecipação de riscos e fortalecer a tomada de decisão no mercado de seguros e agronegócio.


 
 

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