Como o El Niño pode afetar o agronegócio em 2026
- 24 de abr.
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Os eventos climáticos influenciam diretamente as estratégias a serem adotadas na lavoura, e por isso é preciso estar atento às previsões dos meses seguintes. Nesse contexto, há indicativos de aumento da probabilidade de formação do El Niño no trimestre de maio a julho de 2026.
Como a recorrência e a intensidade desse fenômeno são variáveis, é essencial preparar a lavoura para os possíveis impactos que ele pode ter em diferentes regiões do país e da América do Sul.
Neste conteúdo, você entenderá quais são as principais previsões para o El Niño em 2026, incluindo sua intensidade e possíveis alterações climáticas, como mudanças de temperatura e precipitação.
O que esperar do El Niño 2026?
O El Niño acontece quando há o aquecimento anormal das águas superficiais do Pacífico, principalmente na região central e leste do oceano. Esse fator altera a circulação de ventos e a distribuição das chuvas pelo planeta.
As possíveis consequências são chuvas intensas, secas prolongadas, ondas de calor e alterações em estações chuvosas e períodos de frio.
Um relatório divulgado pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), dos Estados Unidos, no dia 13 de abril, aponta que a condição de neutralidade deve persistir até o trimestre de maio a julho. A partir daí, a probabilidade do fenômeno aumenta para cerca de 62%.
Ainda de acordo com a instituição, as chances de um El Niño de intensidade moderada, forte ou muito forte são praticamente iguais no trimestre de novembro de 2026 a janeiro de 2027, sendo 26% para moderado, 26% para forte e 25% para muito forte.
Qual deve ser a intensidade do El Niño 2026?
Existe a possibilidade de um “super El Niño” em 2026, mas ainda não é possível afirmar. Com sinais consistentes de desenvolvimento do fenômeno, há indicação de que a intensidade possa alcançar pelo menos níveis moderados, embora ainda haja incertezas.
O atual padrão de aquecimento do Oceano Pacífico sugere a possibilidade de um evento forte, mas ainda não há elementos suficientes para classificá-lo.
Também é válido ressaltar que eventos mais intensos nem sempre geram impactos climáticos e meteorológicos proporcionalmente maiores. Mesmo que a probabilidade de determinados efeitos aumente, isso não necessariamente implica em consequências mais severas de forma generalizada.
Quais são os impactos do El Niño no Brasil?
Como o Brasil é um país de dimensões continentais, o impacto do El Niño em seu território não é uniforme.
Na região Sul, há tendência de aumento das chuvas intensas, o que pode elevar o risco de inundações.
No Norte e no Nordeste, o fenômeno pode levar à redução das chuvas. Com isso, é possível que ocorram secas severas e o atraso do início da estação chuvosa.
Já nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, são esperadas ondas de calor mais frequentes e uma baixa umidade do ar. Essa combinação pode aumentar significativamente o risco de incêndios.
De forma geral, o El Niño aumenta as chances de eventos extremos, como alagamentos, deslizamentos de terra, erosão, ventos fortes e ondas de calor durante o segundo semestre.
Perspectivas climáticas para o El Niño
Nos próximos meses, a tendência é que a média de temperaturas no Brasil aumente. No entanto, isso não indica apenas ondas de calor. Esse dado é influenciado por tardes mais quentes, enquanto manhãs e madrugadas podem ser mais frias que o normal, aumentando a amplitude térmica diária.
Em maio, aponta-se a possibilidade de temperaturas ligeiramente mais baixas em áreas da região Sul, no leste de São Paulo, no Triângulo Mineiro, no sul de Minas Gerais, e no sul do Mato Grosso do Sul. Com essas condições, o risco de geada aumenta nessas localidades.
Além disso, a tendência é que o trimestre registre chuvas acima da média, especialmente com a possível consolidação do El Niño após o período de neutralidade, ao longo do segundo semestre.
No trimestre seguinte, até o mês de agosto, as precipitações tendem a ser mais distribuídas entre as regiões, mas ainda com volumes mais baixos em relação às outras estações do ano.
Como antecipar cenários com o monitoramento climático
Em meio a fenômenos climáticos como o El Niño, contar com tecnologias que possibilitem um planejamento adequado é fundamental.
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